E este é o ponto alto do livro: as revelações e histórias contadas por essas pessoas. São momentos da Leila irmã, da Leila amiga, da Leila mãe, da Leila mulher, independente da revolucionária e rebelde (mesmo sem querer ser) que conhecemos.

Momentos únicos como a entrevista para o Pasquim, que fez com que ela fosse perseguida pelos militares da ditadura e censurada em todo seu esplendor; ou o grande instante em que ela saiu linda e glamourosa da água com sua barriga de mulher grávida de seis meses e completamente feliz! A ela devemos muito nesse sentido de libertação, de liberação, de podermos mostrar o que quisermos!
Agora, infelizmente, os maus momentos que fizeram com que a leitura se tornasse chata e modorrenta, como quando ela tenta desmistificar a Leila, dizendo que era uma mulher comum, com problemas familiares etc.; ou quando comparou a trajetória dela com a de Cacilda Becker, o que achei muito sem graça, apesar da peculiaridade da vida das suas atrizes.
Bom, no geral, é um belo tratado sobre o mito e a mulher Leila Diniz, mas se você pular algumas partes, ficará ainda com uma ideia muito boa de quem foi essa mulher que 'todas temos um pouco'!
Ficha técnica:

Livro: Toda mulher é meio Leila Diniz
Autora: Mirian Goldenberg
Ano: 2008
Editora: BestBolso
Páginas: 280
Nota/Cotação: 3 de 5

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