O autor nos apresenta um personagem problemático e intenso, que faz tudo o que quer, quando quer. Filho de uma família abastada do Peru, resolve 'fazer a vida' em Paris da década de 60. Deixa uma namorada, Inês, e parte para o Velho Mundo. Lá, não consegue crescer na profissão que escolhera, 'apenas' ser escritor. Nesse meio tempo, passa por situações bizarras demais, onde tudo parece conspirar contra a estabilidade mental de Martin, que o autor deixa crer, desde o começo do livro, não é das maiores.
Inês resolve se encontrar com o amado na França e juntos decidem se envolver com um grupo revolucionário peruano que lá estava. Martin não se adapta tão bem ao grupo quanto Inês, por perguntar demais e não crer tanto em Karl Marx, e começa a ser deixado de lado e ser execrado pelos demais. Até que o amor dele e de Inês se evapora e ele passa a enlouquecer conscientemente.
No entanto, para que essas coisas aconteçam muitas outras situações bizarras tem vez, como o problema intestinal de Martin, que por causa de hemorroidas fica sem defecar durante dois meses criando um fecaloma. É bem nojenta a descrição da doença, do tratamento e da cirurgia. E nisso muitas e muitas páginas são gastas. Além disso, para pontuar o enlouquecimento do personagem, o autor utiliza a repetição de frases inteirassssssssss, deixando o leitor cada vez mais sonolento, cada vez mais estático, até que zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...
Ficha técnica:

Livro: A vida exagerada de Martin Romaña
Autor: Alfredo Bryce Echenique
Editora: Rocco
Páginas: 583
Ano: 1988
Nota/Cotação: 1 de 5


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